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Participação feminina no mercado de TI

Mulheres que ajudam a fazer o #JeitoHepta

Durante todo o mês de março vemos, ouvimos e lemos sobre as conquistas femininas e a importância da luta das mulheres para garantir igualdade de direitos, especialmente no mercado de trabalho. Na área de TI esse parece ser um problema ainda mais preocupantes, já que, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) – IBGE, apenas 20% dos 580 mil profissionais de tecnologia que atuam no Brasil são do sexo feminino.

Então, para mostrar que lugar de mulher (também) é na frente do computador, produzindo, criando e ajudando a transformar o mundo, convidamos algumas profissionais que fazem parte de nossa equipe para contar um pouco de sua história e compartilhar experiências...

 

GABRIELLA ESTEVES

Desenvolvedora Trainee


Um dos membros mais novos no #TimeHepta, Gabriella entrou na empresa em janeiro de 2017 para fazer parte da equipe de desenvolvimento web. Nascida no Dia Internacional das Mulheres (8 de março), ela acaba de completar 23 anos e se forma esse ano em Ciência da Computação pela Universidade de Brasília.

 

1. Quando você começou a se interessar pela área de tecnologia?

Eu sempre gostei muito de matemática e era bastante incentivada pela minha mãe, que cursou Processamento de Dados quando era mais nova. Em casa, eu usava o computador para jogar e outras coisas básicas, mas não relacionava muito com profissão. Mais velha, tive um namorado que trabalhava com desenvolvimento web e foi aí que comecei a descobrir o que era possível fazer, e que essa podia ser uma área profissional a seguir. Terminei me desinteressando pela graduação em Matemática e fui para a Ciência da Computação, onde eu podia ver os algoritmos serem aplicados, colocados em prática. Era a aplicação da lógica matemática.

 

2. Sentiu algum tipo de pressão ou estranhamento por escolher uma área considerada ‘masculina’?

Não na minha família ou entre amigos e acho que fui bem recebida na faculdade. Entrei na UnB em 2011 para cursar Ciência da Computação e minha turma tinha 40 homens e 3 mulheres. Os professores sabem e reconhecem o problema e muitos buscam ajudar, mas eu aprendi que preciso saber me impor. Em geral, era como se eu fosse o “café com leite” no grupo e as minhas opiniões não eram levadas a sério. Aprendi que depende da forma como eu me coloco: preciso mostrar que sei do que estou falando.

O que vejo muito na universidade é que as mulheres tendem a ficar intimidadas pelo ambiente e pela situação. Se mostram inseguras e por isso perdem ainda mais espaço. Na UnB, nós nos reunimos em um grupo do Whatsapp para que as mulheres se apoiem e denunciem casos de machismo no curso. Organizamos eventos de desenvolvimento e colocamos a mão na massa. O curso é estressante, bastante puxado, e tem também muita piada. Tem muitos homensa mulher não souber se impor vai ser colocada de lado, e acaba desistindo do curso. MInha colação de grau será agora, no final de março: serei apenas eu e uma colega entre os muitos formando homens.

 

3. E no mercado de trabalho, como está sendo sua experiência?

Eu fiz um estágio no TCU e lá a situação era bem diferente. Cerca de 30 a 35% da equipe era feminina e era muito legal. Quando só tem homem na equipe eles se restringem ao seu grupo e seus assuntos, o ambiente com mais mulheres é mais aconchegante...

Antes de entrar na Hepta, trabalhei em outra empresa e lá era tenso: só eu e uma outra mulher na equipe de desenvolvimento inteira! Os homens da equipe eram simpáticos e estavam sempre dispostos a ajudar. Na verdade, ofereciam mais ajuda do que eu queria. Sempre perguntando se estava tudo certo, se precisava de ajuda... Como se eu não soubesse fazer sozinha...

Estou aqui há pouco tempo, mas achei o ambiente legal. Quase não tem mulher também, uma pena, mas a equipe é legal e tenho me sentido à vontade.

 

4. Na sua opinião como a empresa e profissionais da área podem contribuir para mudar esse quadro (predominância masculina na área de TI)?

Eu acredito a falta de mulheres na TI é um problema social. Quando eu era criança eu ficava triste porque não podia ir pra casa dos meu amigos que viravam a noite jogando no computador, nem podia ficar tanto tempo no computador quanto os meus amigos, etc. Acho que quando a galera se junta no computador desde cedo, eles aprendem a quebrar a cabeça juntos com problemas de hardware e software e acabam criando interesse pelo assunto. Eu tenho amigos que nem são de computação e entendem bem mais de hardware do que eu. Bem, mas isso é só minha opinião. Acho que uma empresa de TI não vai conseguir mudar esse problema da sociedade, mas pode com certeza criar um espaço acolhedor para mulheres. A Hepta faz isso muito bem integrando vários setores num mesmo ambiente. Apesar de eu ser uma das únicas mulheres de TI aqui, eu convivo com outras do RH, administração, limpeza. Isso já diminui a tensão do trabalho.

 

BRUNA HOFFMANN MEDEIROS ALVES

Analista de Suporte Técnico Pleno


Há 5 anos na área de TI, Bruna faz parte da equipe Hepta na Fundação Cultural Palmares. Formada em Engenharia da Computação, fez estágio durante a faculdade e ingressou no mercado como analista de suporte. Gosta muito da área em que atua e está sempre em busca de informações e tendências, mas não deixa a vaidade de lado e sempre arruma um tempinho para malhar!
 

1. Quando começou a se interessar pela área de tecnologia?

Sempre gostei de desafios, de descobrir como as coisas funcionavam e, desde o ensino médio, percebia que tinha mais aptidão pela área de exatas. Assim, juntei duas coisas que eu gostava muito que era a tecnologia com a engenharia.
 

2. Sentiu algum tipo de pressão ou estranhamento por escolher uma área considerada ‘masculina’?

Sempre senti o estranhamento sim, mas seguido pela admiração por escolher uma área que muitas mulheres não se interessam e sempre fui bem recebida, seja na faculdade como no ambiente de trabalho. 
 

3. E no mercado de trabalho, como foi/está sendo sua experiência?

A experiência está sendo ótima, ainda mais agora no início de carreira onde estou em constante aprendizado, posso contar com a ajuda de vários colegas que são muito receptivos e cuidadosos.
 

4. Na sua opinião como a empresa e profissionais da área podem contribuir para mudar esse quadro (predominância masculina na área de TI)?

Acredito que antes das empresas, é necessário que haja o interesse pelas próprias mulheres nesta área e que seja quebrado este tabu que tecnologia/ciências exatas são de caráter masculino. 

 

LUANA SOUZA DE BRITO

Analista Suporte Técnico Pleno


Aos 27 anos, Luana cursa o 7º semestre de faculdade e está na área de TI há 4 anos, atualmente faz parte da equipe Hepta na Polícia Civil do DF. Solteira, não pensa em ter filhos – adotar talvez – e seus hobbies incluem corrida, futebol e viagem.

 

1. Quando começou a se interessar pela área de tecnologia?

Recebi uma proposta para fazer um curso na área e aceitei. Mesmo sem conhecer essa área, aceitei pelo fato de gostar de estudar, e foi através desse curso que fui me interessando e me apaixonando pela TI.

 

2. Sentiu algum tipo de pressão ou estranhamento por escolher uma área considerada ‘masculina’?

Não, eu sempre gostei mais da área voltada para homens, a maioria dos cursos em que eu fiz, era 1 mulher para cada 30 homens. 

 

3. E no mercado de trabalho, como foi/está sendo sua experiência?

Não sei dizer como é no mundo a fora, acredito que seja bem complicado, pois o preconceito ainda existe. Pelo fato de ser mulher a cobrança é dobrada. E ainda tem o assédio, as piadinhas. Porém, no caso da Hepta, esse problema não existe.

Trabalhar nessa área, pela Hepta, está sendo muito gratificante, pois temos reuniões com nossos próprios chefes, onde podemos expor ideias, onde podemos cobrar algo (o que nunca acontece, pois a empresa é só elogios). Na Hepta eu não vejo tratamento diferenciado por ser mulher ou homem, a empresa olha para cada um como se fosse um filho, o cuidado é sempre o melhor.

 

4. Na sua opinião como a empresa e profissionais da área podem contribuir para mudar esse quadro (predominância masculina na área de TI)?

Investimento para mulher fazer curso, muitas das vezes falta conhecimento. Algumas empresas afirmam que precisam de homens pois o serviço muitas das vezes necessita de força, mas quando a mulher tem força de vontade, fazer força nunca será um ponto fraco. As empresas precisam olhar para a mulher como um conjunto.

 

TAÍS DA CONCEIÇÃO PLÁCIDO AMORIM

Técnico de Suporte II


Formada em Sistemas da Informação, Taís trabalha na área de TI há 10 anos e hoje é parte da equipe Hepta na Polícia Civil do DF. Aos 29 anos, ela é casada e adora praticar esportes, ir ao cinema dançar... Computação é paixão de juventude e faz parte de sua vida desde o ensino médio.

 

1. Quando começou a se interessar pela área de tecnologia?

Foi quando estava no Ensino médio e fiz um curso de computação, daí me apaixonei e assim que terminei o ensino médio já comecei a faculdade nessa área.

 

2. Sentiu algum tipo de pressão ou estranhamento por escolher uma área considerada ‘masculina’?

No começo sim, porque quando comecei a faculdade a minha turma tinha muita gente madura nessa área e a maioria eram homens, e tive muita dificuldade por não ter nenhum tipo de experiência, só tinha mesmo um "curso de computação" enquanto a maioria dos meus colegas já trabalhavam na área e já haviam feitos vários outros cursos. 

 

3. E no mercado de trabalho, como foi/está sendo sua experiência?

Ah... demorou muito até eu conseguir arrumar um estágio! Mas depois que consegui, graças à Deus, não saí mais, pois do estágio acabei sendo contratada.

Gosto muito de trabalhar com TI, apesar de ser um pouco cansativo, pois é preciso estar se atualizando o tempo inteiro.

 

4. Na sua opinião como a empresa e profissionais da área podem contribuir para mudar esse quadro (predominância masculina na área de TI)?

Mapear os talentos femininos com mais criticidade e promover campanhas de valorização profissional, como treinamentos e direcionamento a postos de trabalho de acordo com a competência.

 

ANA LÍDIA PEREIRA

GESTORA DE CONTRATOS

Bacharel em Sistema da Informação, Ana Lídia tem 35 anos e se divide seu tempo entre o trabalho, o filho Miguel de 3 anos e seus hobbies preferidos: pedalar e correr. Parte do time de gestão de contratos, acredita que as mulheres têm um diferencial na área de TI e muito a contribuir.

 

1. Quando começou a se interessar pela área de tecnologia?

Em 2008 meus pais compraram um computador, que com o passar do tempo apresentou problemas com vírus, tela azul, travamentos, fonte queimada... Esses problemas comuns. Naquela época, o preço para formatar um computador não era muito acessível, e meus pais investiram em um curso de manutenção em microinformática para que eu pudesse consertar meu próprio computador.

Daí para começar a consertar computadores de amigos, primos, vizinhos foi um pulo. Fui gostando e ingressei na Escola Técnica de Brasília, onde tive a oportunidade de fazer vários cursos técnicos, direcionei meus estudos na área de TI, ingressei na faculdade de Sistemas de Informação, consegui estágio em uma empresa que implantava sistemas e não saí mais da área.

Hoje, eu bem que prefiro pagar para consertarem o meu computador!

 

2. Sentiu algum tipo de pressão ou estranhamento por escolher uma área considerada ‘masculina’?

Felizmente não tive esta dificuldade. Acredito que a mulher nessa área tem um viés diferencial, que é o trato em saber lidar com determinadas situações. No meu caso, por eu ser mulher, todo desafio confiado era aceito. Usei essa estratégia que acredito ter me ajudado muito, onde tinham responsabilidades que poucos queriam, eu aceitava.

 

3. E no mercado de trabalho, como foi/está sendo sua experiência?

Vejo que existem poucas profissionais seja na área técnica ou gerencial, mas as mulheres que conheço e que estão na área fazem acontecer. São pessoas responsáveis e comprometidas!

 

4. Na sua opinião como a empresa e profissionais da área podem contribuir para mudar esse quadro (predominância masculina na área de TI)?

A empresa deve manter a oportunidade independente do sexo. Ver o profissional, a experiência, o comprometimento independente do sexo. Hoje vivemos em um tempo em que questões de gênero não querem dizer absolutamente nada.

 


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